Após cair na estreia em 2023, conquistar o bronze em 2024 e a prata em 2025, atleta de Indaial (SC) completa sua trajetória de evolução com a conquista do título brasileiro em 2026
Existem conquistas que valem mais do que uma medalha. Algumas representam anos de trabalho, superação e evolução constante. Foi exatamente isso que viveu a jovem atleta Beatriz Rodrigues (@bia.g.rodrigues), de 10 anos, ao conquistar o título do Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu Kids 2026.
Representando a equipe liderada pelo professor Paulo Moraes, em Indaial, Santa Catarina, a atleta alcançou o lugar mais alto do pódio após uma jornada construída passo a passo ao longo de quatro participações consecutivas no principal campeonato infantil de Jiu-Jitsu do país.
Diagnosticada com autismo, Beatriz nunca permitiu que qualquer rótulo definisse quem ela é. Dentro dos tatames, construiu sua identidade através da disciplina, do comprometimento e da paixão pelo esporte. Ainda assim, sua história é marcada principalmente pela dedicação como atleta e pela forma como transformou cada resultado em aprendizado.
A trajetória começou em 2023. Naquele ano, o Campeonato Brasileiro era apenas a segunda competição da Federação Internacional de Jiu-Jitsu disputada por Beatriz. Recém-promovida à faixa cinza e ainda sem experiência em grandes eventos, acabou encontrando logo na primeira luta a campeã da edição anterior. O resultado foi a eliminação ainda na fase inicial.
Para muitos atletas, uma derrota tão cedo poderia significar frustração. Para Beatriz, significou aprendizado.
Em 2024, ela voltou mais preparada. Participando com frequência de campeonatos importantes, demonstrou evolução técnica e mental ao chegar até a semifinal. Novamente, o caminho cruzou com a futura campeã da categoria. Desta vez, porém, a catarinense deixou o evento com uma medalha de bronze e a certeza de que estava cada vez mais próxima do topo.
O ano de 2025 marcou outro importante capítulo dessa caminhada. Beatriz realizou quatro grandes lutas e alcançou pela primeira vez a final do Campeonato Brasileiro. O ouro escapou por pouco, e ela terminou a competição com a medalha de prata.
Apesar da frustração momentânea, a derrota trouxe respostas importantes.
A equipe identificou que a jovem atleta precisava aumentar sua resistência física para suportar o ritmo das disputas mais exigentes. Na época, Beatriz treinava Jiu-Jitsu entre duas e quatro vezes por semana. Após o campeonato, foi incorporado um trabalho de preparação física realizado duas vezes por semana.
A mudança trouxe resultados.
Em 2026, Beatriz Rodrigues (@bia.g.rodrigues) chegou ao Campeonato Brasileiro mais preparada do que nunca. Determinada a transformar anos de esforço em conquista, ela realizou uma campanha impecável.
Na estreia, venceu sua adversária pelo placar de 6 a 0. Na semifinal, mostrou seu talento técnico ao finalizar com um armlock. Já na grande decisão, considerada por sua equipe como a luta mais difícil da competição, conquistou a vitória por 2 a 0 e finalmente garantiu a medalha de ouro.
“Não existe luta fácil em um campeonato desse porte. Mas acredito que a final foi a luta mais dura”, destacou sua equipe após a conquista.
O resultado também reforça a qualidade do trabalho desenvolvido pelo professor Paulo Moraes, responsável pela formação de diversos atletas de destaque em Santa Catarina. Sob sua orientação, Beatriz evoluiu ano após ano até alcançar o objetivo mais importante de sua carreira esportiva.
Após a conquista histórica, a campeã fez questão de agradecer todas as pessoas que contribuíram para sua caminhada.
“Gostaria de agradecer aos meus professores Paulo Moraes, Ana Paula e João Paulo. Aos meus colegas de equipe, à minha família e amigos. Quero agradecer também aos meus patrocinadores: Colégio Metropolitano, Mecânica Ernani e Lojas Dorcas. Essa conquista só foi possível com a ajuda de cada um de vocês. Obrigada!”
Com apenas 10 anos de idade e treinando Jiu-Jitsu desde dezembro de 2021, Beatriz Rodrigues (@bia.g.rodrigues) já disputou quatro Campeonatos Brasileiros. Sua trajetória demonstra que grandes conquistas não acontecem de forma instantânea. Elas são construídas através da persistência, da capacidade de aprender com as derrotas e da coragem para voltar ainda mais forte.
Depois de ser eliminada na estreia, conquistar o bronze, alcançar a prata e bater na trave na final, a atleta de Indaial finalmente chegou ao topo do Brasil. Uma história de evolução que certamente servirá de inspiração para milhares de jovens praticantes de Jiu-Jitsu.
A atleta recebe apoio de @moraeslopesbjj, @protraining_brazilian_jiujitsu, @colmetropolitano e @ana.r.israel.
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Diego Alves de Andrade, fundador da Jiu-Jitsu Brasil, faixa roxa de Jiu-Jitsu e estudante de Jornalismo.




